Estudo revela SÉRIOS riscos genéticos por trás do uso de cannabis 13

Estudo revela SÉRIOS riscos genéticos por trás do uso de cannabis

Num estudo abrangente que integrou informações genéticas de mais de 1 milhão de indivíduos, os cientistas começaram a decifrar a genética por trás do transtorno por uso de drogas. maconha.

Esse transtorno é caracterizado pelo desenvolvimento de tolerância à substância e pela dificuldade em reduzir seu consumo, apesar dos impactos negativos na vida e na saúde dos indivíduos.

Os investigadores identificaram variantes genéticas ligadas ao risco de desenvolver transtorno por uso de cannabis, revelando pontos-chave de variação genética, chamados “loci”, associados a esta condição.

Essas descobertas foram resultado da análise de dados do Programa Milhões de Veteranos, que incluiu informações médicas e genéticas de veteranos norte-americanos totalizando mais de 1 milhão de participantes, dos quais aproximadamente 64 mil foram diagnosticados com o referido transtorno.

O estudo, publicado na revista Nature Genetics, identificou 22 loci relevantes para pessoas de ascendência europeia, dois para africanos, dois para asiáticos orientais e um para indivíduos de ascendência mista.

As descobertas sugerem a necessidade crucial de expandir o recrutamento fora dos grupos de ascendência europeia para melhor compreender as variantes genéticas em diferentes populações.

Variações genéticas frequentemente identificadas foram associadas a genes relacionados a neurônios especialmente perto de genes cruciais para o sistema de recompensa do cérebro e víciocomo o receptor de dopamina.

No entanto, os receptores canabinoides, alvos diretos dos compostos de cannabis, não foram proeminentes nos resultados, indicando interações cerebrais distintas em relação ao transtorno por uso de cannabis.

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Estudo aponta variações genéticas relacionadas ao uso de cannabis. – Imagem: Narconon/Reprodução

Além de associações diretas, o estudo revelou ligações entre transtorno por uso de cannabis e tabagismo, dependência de substâncias, estresse pós-traumático (TEPT) e até uma possível relação com câncer de pulmão.

No entanto, são necessárias pesquisas mais aprofundadas para compreender plenamente estas interações e discernir até que ponto fatores como o tabagismo influenciam estas associações.

A equipe enfatiza a importância de investigações adicionais para compreender melhor as relações genéticas e seus impactos sobre saúdebuscando esclarecer os mecanismos por trás das associações entre transtorno por uso de cannabis e outras condições.

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