Novas pesquisas apontam para uma ligação entre os horários das refeições e o efeito que elas têm na saúde humana. De acordo com um estudo, o horário em que você come tem um impacto direto na sua saúde e pode representar riscos, além de aumentar as chances de obesidade.
Este estudo revelador lança luz sobre a importância de quando comemos e como nossas escolhas nesses momentos podem desempenhar um papel crucial no desenvolvimento do excesso de peso.
Comer muito tarde aumenta o risco de obesidade e promove complicações relacionadas à síndrome metabólica, incluindo diabetes e derrame.
Essa é a revelação de um estudo inédito da Universidade Federal de Uberlândia. A pesquisa explora a crononutrição, analisando a conexão entre horários das refeições e saúde.
Comer neste horário pode ser perigoso

De acordo com a pesquisa, jantar por volta das 22h, em comparação às 18h30, está associado a maiores níveis de ganho de peso e acúmulo de gordura, conforme revelam os dados obtidos.
O acúmulo de gordura abdominal aumenta o risco de resistência à insulina e síndrome metabólica, afetando os níveis de colesterol, insulina e pressão arterial.
Neste contexto, percebeu-se que os horários em que nos alimentamos desempenham um papel crucial na nossa saúde, uma vez que o nosso corpo segue um ritmo circadiano que regula o metabolismo e a digestão.
Comer tarde da noite pode interromper esse ritmo, influenciando negativamente a maneira como o corpo processa os alimentos e armazena energia.
“Há redução do gasto energético basal no final do dia e início da noite, redução da oxidação e da queima de gordura à noite quando há presença de alimentos e, ainda, a glicemia pós-prandial (após a refeição) e a resistência à insulina são maiores à noite”, afirma o endocrinologista Clayton Macedo, do Hospital Israelita Albert Einstein.
“Além disso, comer tarde pode levar ao consumo excessivo de calorias, pois as pessoas costumam comer nesse horário devido à ansiedade, compulsão alimentar noturna, cansaço, distúrbios do sono, tédio, depressão, por exemplo”, continua o endocrinologista.
Segundo a nutricionista Cibele Aparecida Crispim, determinar o horário ideal para a última refeição é complexo, pois é influenciado por fatores como cultura, luz solar, estações do ano e cronotipo individual, que indica o horário em que cada pessoa funciona melhor.
“É importante respeitar os sinais do corpo, aumentar a quantidade ingerida no café da manhã, que é conhecido por ser uma refeição protetora saúdee reduza o jantar, que deve ser apenas um complemento, parando de comer cerca de três horas antes de dormir”, indica o especialista.
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