A investigação espacial avançou significativamente desde o NASA começou a explorar Marte em 1994.
Atualmente, com a participação de agências espaciais internacionais e empresas privadas, como a SpaceX de Elon Musk, o foco é enviar humanos ao planeta vermelho.
Contudo, permanece um desafio muito importante nesta questão: como sustentar a vida humana em Marte, considerando a atmosfera desfavorável e a falta de nutrientes no solo.
A planta que poderia sustentar vida em Marte
Diante desse problema, cientistas da Universidade Mahidol, na Tailândia, identificaram uma planta aquática, a lentilha-d’água, como uma possível solução para resolver esse problema.
Esta planta, também conhecida como Wolffia, Lemna e farinha de água, é encontrada globalmente, inclusive em corpos d’água do Amazonas.
Seu formato é pequeno e de cor verde, reproduzindo-se tanto sexualmente quanto assexuadamente, além de produzir oxigênio através da fotossíntese.
Lentilha-d’água – Imagem: Eak8dda/Getty Images
Um aspecto notável da Wolffia é a ausência de folhascaules ou raízes, o que facilita seu cultivo em diversos ambientes.
Pesquisadores tailandeses, liderados por Tatpong Tulyananda, realizaram experimentos com a planta em condições de hipergravidade, semelhantes às de Marte. O objetivo era entender como as plantas reagem às variações da gravidade.
Os resultados mostraram que a lentilha-d’água pode contribuir para os sistemas de geração de oxigênio em Marte devido à sua capacidade de fotossintetizar e também servir como fonte de alimento para astronautas.
Tulyananda destacou a eficiência da planta, mencionando que, ao consumi-la, aproveita-se 100% dela, o que é promissor para a agricultura no espaço.
Além disso, a lentilha-d’água tem uma resistência notável e não se deteriora facilmente. Essa característica o torna ideal para transporte em longas viagens espaciais, como as planejadas entre a Terra e Marte.
Assim, esta descoberta representa um passo importante na jornada da humanidade para estabelecer uma presença em Marteoferecendo uma solução viável para um dos maiores desafios da exploração espacial.
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