De certa forma, a estrutura da Lua se assemelha à de Terra. Assim como o planeta, nosso satélite natural é rochoso e possui partes internas como o núcleo e o manto.
Isto significa que a estrutura da Lua é geologicamente ativa, como a da Terra.
Tal como aqui, também existem diferentes relevos, dinamismo, indícios de vulcanismo, sismos, entre outros.
Curioso, certo? Veja a estrutura lunar abaixo, representando o National Geographic Portugal:
Ilustração da estrutura lunar, indicando o manto (1), a zona de fusão parcial (2), a parte externa do núcleo (3) e a parte interna do núcleo (4) – Imagem: Sean McNaughton (ilustrações), Luna Shyr / National Geographic Portugal/Reprodução
Primeiras missões espaciais à Lua
Dentro do contexto de Guerra Friaapós um avanço significativo da União Soviética na corrida espacial, os Estados Unidos sentiram-se ameaçados, fundaram a NASA e, entre outros acontecimentos, implementaram a missão Apollo 11.
Portanto, os astronautas Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin foram os primeiros humanos a pisar na Lua.
Mesmo depois de tantos anos, visto que o acontecimento ocorreu em julho de 1969, a seguinte frase ainda faz muito sentido:
“Um pequeno passo para o homem, um passo gigante para a humanidade.”
Desde então, os cientistas têm estudado o nosso satélite natural.
Com as investigações atuais, um evento geológico na Lua tem chamado a atenção dos pesquisadores, pois pode ser um grande desafio para novos cientistas.
O que está acontecendo na Lua?
Especialistas em exploração espacial e geologia lunar estão intrigados com uma descoberta impressionante: a redução da circunferência lunar desencadeou terremotos na superfície da estrela.
O maior desafio de tal evento é que esses terremotos ocorrem em áreas próximas a locais potenciais de visitas humanas planejados pela NASA.
O renomado geólogo lunar Tom Watters desmistificou a noção de que a Lua é um corpo geologicamente inerte, destacando que o satélite está sujeito a atividades sísmicas.
Desde a missão Apollo, sismógrafos foram implantados por astronautas no lado próximo da Lua para registrar tremores. Um dos terremotos mais intensos foi detectado perto do pólo sul lunar.
Esta é uma área de grande interesse para a missão Artemis III da NASA, prevista para 2027. A região, com suas áreas permanentemente sombreadas, é suspeita de abrigar gelo à base de água.
Watters e a sua equipa associaram este terramoto a um conjunto de falhas ativas que surgiram à medida que a Lua encolhia, sugerindo a possibilidade de deslizamentos de terra.
Apesar das descobertas, persiste a incerteza sobre os locais perigosos para o pouso lunar.
O que poderia estar causando o encolhimento da Lua?
A contração lunar, embora sutil, é mensurável. Parte deste fenômeno é atribuído ao resfriamento do núcleo astral.
Isso resulta na contração da superfície e na formação de falhas de empuxo. A influência da gravidade da Terra também contribui para estas falhas. Além disso, enquanto a Terra possui várias placas tectônicas móveis, a Lua possui apenas uma.
A contração lunar tem efeitos insignificantes na Terra, não afetando nem eclipses nem marés.
Embora as falhas lunares estejam associadas à atividade sísmica, muitas permanecem ativas. Um estudo recente relacionou os terremotos lunares a falhas, apontando para a necessidade de compreender melhor os riscos para a futura exploração humana.
As discussões sobre os terremotos lunares e seu impacto nas missões futuras diferem. Alguns defendem precauções rigorosas, enquanto outros minimizam os riscos.
Para compreender plenamente os perigos, a comunidade científica precisa de aprofundar a sua compreensão das condições lunares e das suas implicações para o futuro. explorações espaciais.
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